quarta-feira, 9 de julho de 2014

A Mala das Coleções continua a encantar...

“Era uma vez uma melrita que tinha o seu ninho num carvalho. Acabara de ter cinco filhinhos e cantava muito contente:
Que contente estou, que contente estou.
Aos meus cinco melrinhos comida lhes dou!
Mas um certo dia passou por ali uma raposa que lhe disse... “



Depois da leitura da história vejam as nossas melritas!







segunda-feira, 30 de junho de 2014

Conversas Andarilhas

É já amanhã na Salvada.
Não falte! Contamos consigo!



sexta-feira, 27 de junho de 2014

Horário de Verão

É já a partir de 1 de julho que começamos com o horário de verão.

Esperamos a sua visita numa Paragem perto de si!




terça-feira, 17 de junho de 2014

Leituras na Andarilha

É sempre uma maravilha ter a Andarilha cheia de crianças que gostam de livros e leituras!!!




segunda-feira, 9 de junho de 2014

Num Corrupio à Roda da Saia!

O grupo de idosos da Cáritas de Beja aguarda calmamente pelas Conversas Andarilhas. A sala está cada vez mais cheia, cada vez há menos espaço para circular, a roda "redonda" alarga-se a cada sessão. Não pode crescer mais!
Hoje as conversas chegam em formato de “Corrupio”.

De dentro de um talego de pano tiro um livro, leio o título e pergunto: o que será um corrupio? O grupo responde:" é andar num corrupio, andar à pressa."
-Vamos olhar para a capa. Quais são as cores mais importantes desta capa? Vejam aqui uma moça com uma saia  vermelha. Que corrupio será este?

Esta história fala do desejo de uma moça. Leio: “Desde menina que Maria tinha um desejo: ter uma saia encarnada.”

Falamos sobre os desejos que tinham em jovens e inevitavelmente chegamos aos bailes, à passagem de criança para jovem e ao namoro. Voltamos à leitura do texto: “ (…) e foi ao mover o corpo num jeito de valsa que Maria percebeu que não era apenas uma saia encarnada.”

Os bailes são referidos como o lugar de encontro entre jovens, idosos, crianças e sobretudo o encontro da aldeia, uma festa que criava alegria e convívio entre as pessoas. Todos queriam estar bonitos para o baile, pois era onde as raparigas podiam mostrar as roupas, os penteados, mostrar o jeito com que acertavam o passo e a sua delicadeza na dança e onde os rapazes também cuidavam da sua aparência, do jeito de olhar para ser certeiro. Era ali que se começavam namoros. Depois do namoro no baile vinha o casamento... e depois a mulher punha o avental e pronto, acaba-se tudo! O rodar da saia mudava, não se dançava com a liberdade de criança e jovem, como antes. A aldeia parava o rodar da saia...

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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Moldura de sentimentos

Sessão de Leitura de Cueiros no Bairro da Esperança.

São 15 crianças de 2, 3 anos com dois anos de intervenção quinzenal. Coloquei na mala dois livros: Como te sentes? de Anthony Browne e Lobo Grande e Lobo Pequeno de Olivier Tallec.

Diz-me a intuição que é hora de começar a falar sobre o que vai por dentro, precisamos de falar do que somos, o que fazemos, dos nossos sentimentos, de como os exteriorizamos, como os lemos. Um livro pode ser um bom pretexto para esta descoberta.

Junto com a mala levamos também uma moldura de um quadro. Talvez consigamos retratar expressões e escolher a nossa melhor fotografia.

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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Quinta-feira de Ascensão


O Ramo

Quinta-feira, fui à espiga,
Fui pelo trigal em flor:
E não trouxe nenhum ramo,
Só pensei no meu amor.

Quinta-feira, fui à espiga,
E cheguei junto de ti,
trazendo nas mãos vazias
O ramo que não colhi.

Matilde Rosa Araújo
in O cantar da Tila


sexta-feira, 23 de maio de 2014

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Ervas de Cheiro

A ideia foi da Lénia. Usar Ervas de cheiros e falar das memórias que os cheiros e as ervas nos acedem.
 Depois dos cumprimentos da praxe, a mala das coleções abriu-se cheia de canudos de papel de embrulho e dentro delas muitas ervas e meia dúzia de pequenos livros. Queriamos falar dos saberes em torno das ervas e chegar ao conto da Erva de Namorar do Breviário das Almas.
-Quem conhece essa erva? Para que serve? - Sabem outras: Barbas de milho para a bexiga, chá de cebola para a tosse. Erva Luísa, Lúcia Lima. Entram agora os poejos, os coentros, a descrição da açorda .

E a erva de namorar? Onde cresce. Servirá para que males. Desfiam-se hipóteses  e entramos na história. Extrapolam sobre o que poderá acontecer à rapariga que desafiando os saberes da mãe cheira a erva maldita. Acompanham bem o conto. Riem do desenlace, onde o ourives foge com a irmã da moça que cheirara a erva.


segunda-feira, 19 de maio de 2014

Helena Sacadura Cabral

Uma autora única, que enaltece os sentimentos, as emoções e os valores de cada um e mantém um olhar profundo sobre si e sobre o mundo que a rodeia.
Nestes livros, a autora partilha connosco essas mesmas sensações, bem como situações da sua vida pessoal e familiar.



sexta-feira, 16 de maio de 2014

Como és tu Poesia?


Na sala há agitação e euforia, talvez seja a alegria da chegada do sol da Primavera.
A Sala está muito mais luminosa do que é costume.
Hoje começamos de pé em roda a Leitura de Cueiros em Beringel com meninos entre os 3 e os 5 anos. Aos pares os meninos vão ao meio para darmos os bons dias. Num jogo de concentração fazemos exercícios de movimento do corpo criando um gesto para cada parte do corpo a mexer.
Hoje  trago poesia.
-Sabem o que é? É brincar com as palavras. Querem ver o que fez Matilde Rosa Araújo a propósito de um bicho pequeno com muitas patas, preto, peludo que trepa as paredes e tetos e que constrói armadilhas de fio de seda, até há um herói com o nome de homem …
- ARANHA!!!
Pedi que imaginassem uma aranha pendurada no seu fio, balançando para cá e para lá, para cá e para lá. E começamos a leitura , balançando o corpo (…)
Aranha, anha tão muda e mole
Às vezes a poesia fala de bichos , outras vezes de segredos!

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Campos de Papoilas


Partilhamos convosco campos de papoilas que se cruzam nos nossos caminhos andarilhos.
Um Alentejo bonito e cheio de cor!



segunda-feira, 5 de maio de 2014

Regressar ao Lidador


Assumimos mais um grupo no Centro Social do Lidador.
Fizemos a primeira sessão com sala cheia. A ajuda da equipa técnica do Centro e o ensaio do grupo coral foram preciosas. Obrigada pela colaboração! Talvez 40 participantes? Contámos, ouvimos opiniões, explicámos o que se pretendia fazer e marcou-se a segunda sessão.

A primeira sessão foi de natureza mais performativa, já que a dimensão do grupo deixava pouco espaço para escutar.
Começamos com a Bela Infanta - havia quem a soubesse todinha - saltamos para um conto sobre uma mulher e um urso de colar em forma de lua. Brincamos com o Corrupio e a memória dos bailes e feiras. Entramos nos contos do Breviário das Almas, aquele que fala dos olhos de um espanhol e de uns sapatos de verniz e da ida à feira de Sanlucar.

Fizemos avaliação e tivemos uma nota entre o 9 e o 10.
Estão entusiasmados.

Sabemos que na próxima sessão não estarão todos. Quantos regressarão?


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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Novidade



Judite Sousa aproveitou para aprofundar uma reportagem que fez sobre Álvaro Cunhal e resolveu escrever o livro: Álvaro, Ana e Eugénia, onde pretendendo retratar "o homem por detrás do político".

Um testemunho que nos mostra o lado mais pessoal da vida do histórico secretário-geral do PCP, Álvaro Cunhal e das duas mulheres mais importantes da sua vida, a irmã Eugénia e a filha Ana.

 Já disponível para si, na sua Biblioteca Andarilha, um retrato íntimo do grande líder comunista, com episódios que até hoje não são de conhecimento público.

Leia e aprecie!

terça-feira, 29 de abril de 2014

O Retrato

"No Verão, à sombra das amoreiras grandes do Largo o homem plantava a árvore dos retratos. (…) Chegava numa furgoneta cansada como uma mula velha, de resfolegar asmático e cores comidas por camadas sobrepostas da poeira dos caminhos (…)"

Foi assim que o retratista, da autora Maria Conceição Ruivo, chegou ao largo e também a mais uma sessão das Cnversas Andarilhas.

Os idosos envolvidos neste projecto da Biblioteca Municipal de Beja em parceria com a Cáritas Diocesanas de Beja na sessão passada trouxeram retratos antigos para partilhar com o grupo, no qual surgiram memórias do momento do retrato.

Uma sessão apenas de retratos, de memórias de retratos, das pessoas que fomos e de quem somos.

Leia mais no nosso Diário de Bordo

quarta-feira, 23 de abril de 2014

23 de Abril - Dia Mundial do Livro

Hoje, Dia Mundial do Livro, a Biblioteca Municipal de Beja José Saramago tem para si um leque de iniciativas das quais destacamos:

Sessão pública do Clube de leitura com a participação do escritor Rui Zink

Traga um livro também e venha partilhar leituras!






sexta-feira, 18 de abril de 2014

Feliz Páscoa

A Biblioteca Andarilha deseja a todos uma ...

quarta-feira, 16 de abril de 2014

A máquina de fazer poesia


Estivemos no sábado a fazer mais umas conversas   Andarilhas , desta feita em Stª Vitória . 17 almas em volta da Poesia , do Miguel Horta e da máquina genial que  ele inventou . Tivemos casa cheia  e a presença de dois poetas o  Miguel Horta e Senhor Heitor : o primeiro trouxe um verso escrito à mão,  numa folha de linhas , o segundo a impressão do seu próximo livro : Rimas Salgadas.
 
Conversámos muito. Lemos textos. A D. Rosa trouxe a pedido,  as fotonovelas que lia em rapariga, quando servia no Porto e as escondia por cima do autoclismos  não fosse a senhora encontrá-las. Era ali , bem sentada que as lia de fugida.  Houve quem fosse ao cabeleireiro. Quem trouxesse uma amiga. A D. Felizarda  devolveu com entusiasmo o livro que levou da Nau Catrineta , mas a conversa sobre os livros que temos lidos será para o próximo dia. Hoje viemos conhecer o Miguel  e responder ao  desafio que este nos trás. Continua no nosso Diário de bordo

A propósito da história da CARTA

Temos quase dois anos que trabalho – pouco mais de uma dezena de sessões - no centro de dia de Cabeça Gorda com o grupo de idosas que ali se reúne para o chá e torradas.  Às vezes o menu altera-se e aparecem as travessas de cachola com sangue ou as fatias douradas, acompanhadas com café de cevada e chá. Outras vezes somos interrompidos pelos vendedores ambulantes que entram para perguntar se queremos queijos, linguiças, paio. Às vezes rezámos por alma de alguém.
- Vamos lá nós rezar por alma dela – lembrou-se no outro dia, uma das senhoras a propósito do desagrado como se tratam hoje as missas por alma. Rezaram todas em uníssono . Eu acompanhei em silêncio dividida e espantada: deixar-me embalar naquela reza ou documentar a forma natural como o sagrado e o profano se unem em roda daquela mesa.(...) Continua no nosso Diário de bordo

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Ervilhas para verdadeiras princesas

Hoje é dia de mais uma “ Leitura de Cueiros” desta vez em Beringel com crianças  entre os 3 e os 5 anos. Há um ano que trabalhamos com este grupo, com sessões quinzenais enquadradas no projecto Dos livros sem páginas às páginas dos livros.

Sabemos que quinzenalmente, quando se abre a porta, seremos bem recebidos e a sala enche-se de sorrisos e perguntas:
- O que trazes hoje na mala?
- Hoje trago uma surpresa!

Assim que pouso a mala no chão todos os meninos se sentam à minha frente de olhos bem abertos cheios de curiosidade e com sede de histórias. 

- Trago uma história muito antiga com um  rei. Alguém sabe o que é um rei?
- O rei tem espadas, cavaleiros e mora num castelo - diz o Rodrigo.
Depois de partilharmos os símbolos do rei, o seu poder, com quem vivia, o espaço onde morava, entramos na história “ O Reizinho das Flores”  de Hans Gartner. Apresento a  capa, leio o título e pergunto:
- Como será este Rei?
- Pequenino! - Gritaram todos!
- Será que era como os reis que vocês conhecem? Vamos ver!
Mergulhamos na história e todos aprendem uma palavra nova  "bolbo", eu explico do que se trata e a Maria fala das bolinhas do quintal e o Dinis diz que tem no quintal bolinhas na terra para crescerem flores.
Os momentos de passagem na história são marcados com o som dos trompetes   (tum, tu, tu) e todos imitam as passagens sem que tal lhes seja solicitado. Mantêm-se atentos aos pormenores do livro.  A história é muito simples e no final apresenta o casamento do rei com a princesa.
- O que é uma princesa? Quem pode ser princesa?
- Tem uma coroa, é bonita, tem vestidos assim (pelos pés). - diz a Ana.
- Uma princesa é delicada, sabe bordar, sabe comer à mesa de talheres, dorme numa cama muito grande e fofa, tem criados como o rei  e também vive num castelo.
"Uma história muito antiga é a que vos vou contar da menina que sonhava ser princesa e com um príncipe morar."  
- Era uma vez... 

Continua no nosso Diário de Bordo