segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Alentejo... Terra de Poetas!


Há muito que a  planície alentejana inspira poetas e escritores!

Com o intuito de divulgar os autores da nossa região, a Biblioteca Andarilha disponibiliza aos seus utilizadores um núcleo documental, constítuido por obras que caracterizam a região nas mais diversas áreas. A poesia, a gastronomia tradicional, o património, a crónica, o conto, é vasto o leque de temas e de autores que aguardam a sua leitura.


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O Amor...




Que filtro embriagante
Me deste tu a beber?
Até me esqueço de mim
E não te posso esquecer.

Florbela Espanca (1894- 1930) 


O cupido anda à solta...
... e a Biblioteca Andarilha foi atingida por uma das suas setas!
Ao aproximar-se o Dia de S. Valentim, abra o seu coração e desfrute da leitura das mais belas histórias de amor.
Encontre-nos na paragem de leitura da sua localidade e surpreenda-se!




   

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Tanto frio...



Apesar das temperaturas baixas que se fizeram sentir na última semana, o sol ainda  espreitou entre as nuvens. Houve mesmo quem aproveitasse para aquecer um pouco o corpo, procurando os lugares onde os raios de sol incidiam. Não indiferente a este facto, a Biblioteca Andarilha encarrega-se do resto e aquece a alma dos utilizadores que quinzenalmente esperam por nós para fazerem os seus empréstimos, consultarem os periódicos e partilharem um pouco dos afazeres do dia-a-dia.






Para além da partilha e da generosidade da população da Mina da Juliana, a Biblioteca Andarilha foi presenteada com a beleza natural que a caracteriza.
À hora de regressar o sol já ia baixo,  mas a sua grandiosidade era a mesma!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Sugestão...



A D. Angelina Rosa Dias, residente em Vila Azedo, tem sempre livros por companhia, diz que a leitura lhe exercita a memória e confessou-nos que por vezes é tão grande o entusiasmo, que deixa as tarefas domésticas para mais tarde.
Perante as diferentes ofertas  literárias de que dispomos, tem preferência pelas histórias de vida e romances, dando especial destaque à escritora Nora Roberts. Das  várias  trilogias que  leu da autora, sugere  a Trilogia no Jardim: A Dália Azul, A Rosa Negra.
"São lindos, lindos", disse.
Aguarda agora a disponibilidade do terceiro volume O Lírio Vermelho, que completa esta trilogia.
Para quem gosta especialmente de romances fica aqui a sugestão da D. Angelina. Faça já a reserva na Biblioteca Andarilha!

 



segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A presença e a simpatia a que os nossos leitores já nos habituaram...


No inicio de mais um ano ao serviço das comunidades rurais, a Biblioteca Andarilha, continua a contar com a presença dos seus fiéis leitores.
O Sr. José Damásio Soares e  sua esposa, a D. Margarida Patriarca, residentes em Santa Clara de Louredo, ambos reformados, continuam a utilizar a Biblioteca Andarilha, para requisitarem quinzenalmente, livros. A D.  Margarida prefere a companhia de romances e poesia popular. Só eles a ajudam a passar as muitas horas vagas e a esquecer as dores que teimam em não a deixar realizar as actividades domésticas da vida diária.
Já o Sr. José Soares, entre a ajuda que presta à esposa e os livros que nos solicita, cuja temática está quase sempre relacionada com a guerra colonial, tem ainda uma actividade de que muito se orgulha, a construção de peças de artesanato em miniatura elaboradas em cortiça e madeira.
Entre as charruas, arados, máquinas debulhadoras e muitos outros instrumentos agricolas rudimentares, destaca-se a construção de monumentos históricos do nosso concelho, entres os quais o Castelo de Beja, e a sua majestosa torre  de menagem, património da nossa cidade... e tudo feito ao pormenor em madeira e cortiça! Divulgaremos brevemente  fotografias de algumas dessas peças. Esteja atento!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Em Trigaches ainda se cantam as Janeiras...

No dia 7 de Janeiro a Biblioteca Andarilha foi surpreendida pelos alunos da EB1 de Trigaches, que  sairam pelas ruas da aldeia a cantar as Janeiras.
As quadras em baixo publicadas e com as quais esta escola presenteou a população, são fruto de uma recolha de tradição oral, realizada pelos alunos e docentes há algum tempo atrás nesta freguesia.




sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz 2011

A Biblioteca Andarilha deseja a todos os seus utilizadores um Próspero Ano Novo e... muitas leituras!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

De tanto andarilhar...

... um  Poeta em S. Matias, fomos encontrar.

Numa das muitas paragens que a Biblioteca Andarilha tem feito pelas freguesias rurais, ficámos deliciados com a presença do Sr. António Maria Ruaz, que nos aguçou a vontade de escutar o trabalho que tem vindo a realizar no âmbito da poesia popular.

 

terça-feira, 6 de julho de 2010

Andarilhando pelas freguesias rurais com...

                                         ...contos tradicionais

e actividades de expressão.

terça-feira, 29 de junho de 2010

"Uma Mala Mil Leituras"

Para além dos empréstimos de livros aos seus utilizadores nas freguesias rurais, a Biblioteca Andarilha direccionou um projecto para crianças do pré-escolar e 1º ciclo das escolas de Baleizão; S. Matias; Mombeja; Trigaches e Santa Clara de Louredo.
"Uma Mala Mil Leituras" foi inspirado no projecto "Artefactos para contar e criar histórias" de António Portillo, patente em 2009 na Biblioteca Municipal de Beja, onde se trabalha a construção de narrativa a partir de objectos, de forma a responder a uma preocupação central do processo de formação do leitor: a capacidade de compreender, ler e escrever diferentes tipos de texto.
A literacia visual; a leitura m voz alta com o livro em presença; a narração oral; os jogos de leitura e escrita "criativa" e a ilustração foram algumas das estratégias que deram forma ao projecto.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

...à conversa com a D. Maria Rosa

Chegámos à Boavista. Dona Maria Rosa aparece ao ouvir o som já antigo do amola tesouras, que em tempos já remotos calcorreava as ruas das aldeias mais isoladas, amolando tesouras de costura e prenunciando a chuva. ( foto )

Vem de sorriso aberto e com uma simplicidade e simpatia que se reflectem no rosto, na maneira de estar, na fala. Procura revistas de bordados que lhe ensinem novos “pontos e pospontos” para fazer mais um naperon, um cortinado, ou uma toalha para o enxoval dos netos. ( foto )

É quase meio-dia, o sol já vai alto e Dona Maria Rosa diz-nos que já tem o almoço feito. Ensopado de borrego e conversa puxa conversa , deslizamos na ampulheta do tempo:

- Antigamente era tudo muito diferente. Havia muita fome e miséria. Trabalhava-se de sol a sol e para comer muitas vezes só havia toucinho amarelo que só de olhar dava ânsias. Quando chegava a hora do almoço, as mulheres juntavam-se aos homens em roda de uma panela de barro, onde era cozinhado o almoço. Na maioria das vezes o que se comia era uma sopa de batata com azeite cru por cima e a “sobremesa” eram umas “azeitonas sapateiras” que nem sabor tinham. - o rosto agora ficou sombrio e as rugas oferecem-se como linhas de um texto rasgado na carne.

Sou um filho de outro tempo e escrevo estas linhas agradecendo o privilégio de poder escutar esta história de trabalho, resistência. Obrigado D. Maria Rosa.
Nelson Miguens ( estagiário de animação social-cultural )

sexta-feira, 26 de março de 2010

Pela palavra pode ganhar-se voz social

Hoje estamos em Beringel . Estacionados numa fresca sombra de um jardim, vemos surgir três pequenas figuras, com os cabelos desalinhados pelo vento, carregando às costas mochilas.

Alexandra, Maria do Carmo e Sebastião, surgem curiosos e cheios de perguntas.
- Isto é uma biblioteca?
- Podemos entrar?
- Podemos mexer nos livros?
Acolhemo-los no interior da Biblioteca Andarilha e satisfazemos a sua sede de tocar e descobrir .
São meninos de etnia cigana e tocam com a ponta dos dedos os livros de animais com texturas. Lêem com as mãos, com os olhos, com o corpo que se agita sôfrego de saber.
Ao golfinho chamam foca. Ao lagarto chamam dragão.
Se continuarem a aparecer, aprenderam outras palavras e com elas designarão outros mundos.
Perguntamos-lhe se querem ouvir uma história e logo nos dizem que sim.
Observam e escutam as palavras da Lénia com os olhos arregalados e cintilantes, um sorriso desenhado no rosto. Tem sede de atenção e de conhecimento.
Três histórias ouviram mas ouviriam mil, os seus corpos estão quietos e nos olhos o espanto mostra que viagem pelos livros, pelas palavras, pelas imagens pode ser serena .
Depois das histórias a Lénia pergunta-lhes o que querem ser quando forem crescidos.
- Eu quero tirar a carta, diz Alexandra.
- Mas ter carta não é profissão Alexandra. Diz-me lá é o que queres ser quando fores grande. Fica em silêncio a pensar nessa coisa profissão que talvez não saiba o que significa. Maria do Carmo, a mais velha dos três, responde:
- Gostava de ser polícia ou advogada, para poder prender ou tirar da prisão.
Marcados pela pobreza, pela desconfiança, pela exclusão vivem em sonhos o poder ter autoridade.
Ali, na biblioteca largo, todos os sonhos são possíveis.
Ali, pela palavra pode ganhar-se voz  social.
Nelson Migueis - Estagiário de Animação Sócio Cultural



Porque será ?

O dia estava carregado e anunciava trovoada. De quando em quando uma gota de chuva grossa molhava-nos o rosto.


A Biblioteca Andarilha chegava a Trindade e pouco e pouco as crianças e os adultos aproximavam-se curiosos. A memória os mais velhos guardam ainda a lembrança da carrinha da Gulbenkian e a longínqua experiência com a palavra escrita.

Crianças, moças, mulheres e também homens desceram ao largo, para escutar, ler e bailar. A Helena  apressa-se a convidar para entrar, para usar e aos poucos os livros, os jornais e as revistas saltam da carrinha e espalham-se pelas mantas pelos bancos . (foto)

Ainda não sabemos o que gostam de ler . Percebemos que os jornais estão todos a rodar e que em torno de uma mesa de revistas as senhoras comparam rendas e modelos. (foto)

Percebemos também que querem conhecer-nos e que anseiam pelos contos que o Jorge Serafim contará nas escadarias da aldeia na noite dos Contos do Suão iniciativa que será feita simultaneamente em todas as aldeias do concelho de Beja.

Daquei a uns dias mais de 50 narradores virão a Beja oferecer a todas as aldeias uma sessão de contos. São danados estes narradores qualquer toque a rebate e já se organizam para ajudar.

Já chove e temos de nos abrigar num cantinho. Mantas no chão e ali sem adereços, apenas com livros, gestos e voz,  tentamos acordar nas crianças, mas também nos adultos o gosto pela palavra. ( foto )

Porque será que quando mais pequena e afastada de Beja é a aldeia mais as pessoas nos procuram?

Contos aquecem as noites de Salvada


Está um frio de Inverno e ainda assim, no dia dos Reis, o Pólo da Salvada resolveu celebrar com chá, bolos e contos os presentes ao menino. A Ausenda Féria é a mestre de sala e a junta encheu-se  de idosos, adultos e crianças: a tia Anica, a D. Custódia, A D. Catarina , a D. Inês e os pequenitos Diogo, Rita , Luís.
Contamos contos e convidámos quem está na assistência para contar. Risos. Espanto. Os meninos pedem à Ausenda o da ovelha e o da carochinha e…chegam os homens do grupo coral para cantar os reis. São poucos, mas na sala todos ajudam. Ali na segunda fila uma voz melodiosa, antiga, destaca-se. Acompanha as vozes masculinas, mas ainda que discreta, destaca-se pela afinação. Chama-se a senhora Mariana Pacheco, mais conhecida por Mariana Bicho. Segura-me nas mãos e, entre risos e cumplicidades, conta-me de fugida duas belíssimas partes. Suspeito que esta mulher ainda vai dar que falar.


Passou um mês e desta vez, num sábado à tarde, mais um encontro na Salvada. O trabalho da Elsa vai caminhando e conquistando público para o Pólo. A sala voltou a encher e entre contos e cantos convencemos a D. Mariana Bicho a contar. Tapa na boca um sorriso envergonhado e conta. Tem ritmo, humor desenvoltura. Quando a sessão acaba e me sento ao pé dela para anotar dois ou três detalhes de rima. A conversa solta-se e vem o romanceiro cantado a preceito, os olhos molhados e o espanto pelo interesse de quem escuta. Sabe tanto esta mulher que me sinto de novo na idade dos porquês, embalada pela  sua voz. ( Taquelim )

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Andarilhando pelas freguesias

De largo em largo escutam-se e registam-se histórias de vida, partilham-se outras tantas que guardadas nos livros esperam por quem as venha descobrir.


Caminhos e memórias de um percurso entre o Bairro de S. João e Vila Azedo: reportagme RTP/Jornal da Tarde.